21.8.06
Resumo do dia, 21/8
AP Photo
Para quem procurava grandes emoções, com jogos definidos nos últimos instantes ou variações freqüentes no placar, o dia foi decepcionante. A terceira rodada dos grupos A e B serviu para consolidar a posição de Argentina e Espanha como favoritas nas respectivas chaves.
As duas seleções venceram com facilidade e propriedade. A atual campeã olímpica atropelou a Venezuela — tradicional oponente sul-americana — por 96 a 54. Já os espanhóis superaram a Alemanha com 21 pontos de vantagem.
Como boa surpresa vale citar Angola, que venceu a Nova Zelândia (ah, a Nova Zelândia...) e já garantiu sua vaga nas oitavas-de-final. Os africanos têm 100% de aproveitamento no Grupo B.
Argentina 96 x 54 Venezuela
Se um extraterrestre pousasse no jardim de sua casa e perguntasse o que é um massacre, a fita do jogo seria a explicação perfeita. Tudo bem que a Venezuela não é mais a mesma (sempre incomodava...), mas a Argentina sobrou muito. O time descansou alguns de seus melhores jogadores para as duas rodadas finais. Destaque para o ala Walter Herrmann, com 25 pontos e nove rebotes.
Angola 95 x 73 Nova Zelândia
Por um resultado tão elástico, nem o maior entusiasta angolano esperava. Mas desde o primeiro quarto os africanos dominaram o placar e — com 64% de aproveitamento nas bolas de dois pontos — garantiram sua terceira vitória seguida. O ala Eduardo Mingas jogou todos os 40 minutos de disputa, marcou 27 pontos e pegou 12 rebotes.
Sérvia e Montenegro 104 x 57 Líbano
É certo que uma cacetada no Líbano não credencia ninguém, mas os sérvios também precisavam vencer a Nigéria e perderam. Um massacre “para dar moral”, como eu havia previsto por aqui. Agora é vencer a Venezuela e perder de pouco para a Argentina, para sonhar com um terceiro lugar na chave e fugir da Espanha no cruzamento. O destaque individual vai para Darko Milicic (18 pontos e quatro rebotes), mas a equipe toda atuou bem — sete jogadores superaram a marca de dez pontos).
Alemanha 71 x 92 Espanha
Um jogo que poderia ser decidido nos minutos finais, não fosse o “apagão” (isso me lembra uma outra equipe...) dos alemães no início do último quarto. Dirk Nowitzki, bem marcado, não pôde exercer o papel de finalizador (terminou com 14 pontos, cinco assistências e seis rebotes, com 1/4 da linha dos três). Pela Espanha, o quarteto Calderón-Navarro-Pau Gasol-Garbajosa voltou a fazer estrago — todos fizeram mais de dez pontos.
França 64 x 53 Nigéria
A seleção francesa tem se especializado em fazer os jogos mais “amarrados” do Mundial. Depois de vencer a Sérvia por 65 a 61, agora foi a vez de derrotar a Nigéria com o placar mais baixo do dia. Mas não foi apenas o estilo de jogo o responsável pelos poucos pontos: as duas seleções erraram muito. Basta ver o aproveitamento de arremessos de quadra (França 35%, Nigéria, 26,9%), lances livres (França 52,2%, Nigéria, 57,7%) e bolas de três pontos (36,7% a 32,7%).
Japão 78 x 61 Panamá Candidato a jogo de pior nível técnico do Mundial, não deixou por menos. Os panamenhos começaram na frente (22 a 14 no primeiro quarto), mas acumularam o absurdo índice de 27 erros (os japoneses, 13). Com tantas falhas e um adversário empolgado pela torcida, não tinha mesmo como vencer. Do pouco a se destacar, o armador Kei Iagarashi, com 18 pontos, três assistências e quatro roubadas de bola.
Eu ia deixar vocês constatarem que fui 100% hoje, mas não consegui. Nem vou mais comparar o meu índice de acertos ao de arremessos das seleções. Agora o objetivo é terminar o Mundial com aproveitamento melhor do que o de Steve Nash nos lances livres.
Para quem procurava grandes emoções, com jogos definidos nos últimos instantes ou variações freqüentes no placar, o dia foi decepcionante. A terceira rodada dos grupos A e B serviu para consolidar a posição de Argentina e Espanha como favoritas nas respectivas chaves. As duas seleções venceram com facilidade e propriedade. A atual campeã olímpica atropelou a Venezuela — tradicional oponente sul-americana — por 96 a 54. Já os espanhóis superaram a Alemanha com 21 pontos de vantagem.
Como boa surpresa vale citar Angola, que venceu a Nova Zelândia (ah, a Nova Zelândia...) e já garantiu sua vaga nas oitavas-de-final. Os africanos têm 100% de aproveitamento no Grupo B.
Argentina 96 x 54 Venezuela
Se um extraterrestre pousasse no jardim de sua casa e perguntasse o que é um massacre, a fita do jogo seria a explicação perfeita. Tudo bem que a Venezuela não é mais a mesma (sempre incomodava...), mas a Argentina sobrou muito. O time descansou alguns de seus melhores jogadores para as duas rodadas finais. Destaque para o ala Walter Herrmann, com 25 pontos e nove rebotes.
Angola 95 x 73 Nova Zelândia
Por um resultado tão elástico, nem o maior entusiasta angolano esperava. Mas desde o primeiro quarto os africanos dominaram o placar e — com 64% de aproveitamento nas bolas de dois pontos — garantiram sua terceira vitória seguida. O ala Eduardo Mingas jogou todos os 40 minutos de disputa, marcou 27 pontos e pegou 12 rebotes.
Sérvia e Montenegro 104 x 57 Líbano
É certo que uma cacetada no Líbano não credencia ninguém, mas os sérvios também precisavam vencer a Nigéria e perderam. Um massacre “para dar moral”, como eu havia previsto por aqui. Agora é vencer a Venezuela e perder de pouco para a Argentina, para sonhar com um terceiro lugar na chave e fugir da Espanha no cruzamento. O destaque individual vai para Darko Milicic (18 pontos e quatro rebotes), mas a equipe toda atuou bem — sete jogadores superaram a marca de dez pontos).
Alemanha 71 x 92 Espanha
Um jogo que poderia ser decidido nos minutos finais, não fosse o “apagão” (isso me lembra uma outra equipe...) dos alemães no início do último quarto. Dirk Nowitzki, bem marcado, não pôde exercer o papel de finalizador (terminou com 14 pontos, cinco assistências e seis rebotes, com 1/4 da linha dos três). Pela Espanha, o quarteto Calderón-Navarro-Pau Gasol-Garbajosa voltou a fazer estrago — todos fizeram mais de dez pontos.
França 64 x 53 Nigéria
A seleção francesa tem se especializado em fazer os jogos mais “amarrados” do Mundial. Depois de vencer a Sérvia por 65 a 61, agora foi a vez de derrotar a Nigéria com o placar mais baixo do dia. Mas não foi apenas o estilo de jogo o responsável pelos poucos pontos: as duas seleções erraram muito. Basta ver o aproveitamento de arremessos de quadra (França 35%, Nigéria, 26,9%), lances livres (França 52,2%, Nigéria, 57,7%) e bolas de três pontos (36,7% a 32,7%).
Japão 78 x 61 Panamá Candidato a jogo de pior nível técnico do Mundial, não deixou por menos. Os panamenhos começaram na frente (22 a 14 no primeiro quarto), mas acumularam o absurdo índice de 27 erros (os japoneses, 13). Com tantas falhas e um adversário empolgado pela torcida, não tinha mesmo como vencer. Do pouco a se destacar, o armador Kei Iagarashi, com 18 pontos, três assistências e quatro roubadas de bola.
Eu ia deixar vocês constatarem que fui 100% hoje, mas não consegui. Nem vou mais comparar o meu índice de acertos ao de arremessos das seleções. Agora o objetivo é terminar o Mundial com aproveitamento melhor do que o de Steve Nash nos lances livres.
Comentarios:
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Pô, Rainer!
Eu achei que o Mundial fosse passar sem essa piadinha... estava me segurando para não soltar.
E o pior é que Israel tem boas equipes, mas a seleção é fraca.
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Eu achei que o Mundial fosse passar sem essa piadinha... estava me segurando para não soltar.
E o pior é que Israel tem boas equipes, mas a seleção é fraca.
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