20.8.06
Resumo do dia, 20/8
AFP
Depois de um primeiro dia sem grandes vitórias, o Mundial reservou alguns massacres para a segunda rodada. Os Estados Unidos se impuseram com 31 pontos sobre os chineses, mesma vantagem do Brasil diante do Catar. A Alemanha derrotou a Nova Zelândia com margem de 34, um ponto a menos que o saldo imposto por argentinos sobre libaneses. Mas o massacre do dia foi da Espanha, que enfiou 44 pontos nos panamenhos.
Nem só de massacres viveu o segundo dia. Há que se destacar a emocionante prorrogação de Lituânia x Grécia, o jogo “amarrado” entre França e Sérvia e Montenegro e a disputa acirrada até os segundos finais protagonizada por Itália e Eslovênia.
Nigéria 77 x 84 Venezuela
A Nigéria não confirmou a boa expectativa do primeiro jogo, quando venceu a Sérvia. A Venezuela fez o contrário: apagou a derrota para o Líbano, com ótima atuação do veterano ala Victor Diaz (24 pontos, 6/10 da linha de três) e do pivô Ricardo Lugo (13 pontos e 14 rebotes — tem média de 13,5 e lidera o fundamento no Mundial).
Japão 62 x 87 Angola
Os japoneses têm um time fraquíssimo técnica e taticamente. Os angolanos evoluem a cada campeonato. O resultado não poderia ser outro: vitória dos africanos, que tiveram como destaques o ala-armador Carlos Almeida (19 pontos) e o pivô Abdel Aziz Boukar (16 pontos e 14 rebotes, nove deles ofensivos).
Catar 66 x 97 Brasil
Lula Ferreira mexeu no time: transformou Alex e Marcelinho Huertas em titulares, para dar velocidade nos contra-ataques e efetividade na marcação. A estratégia funcionou parcialmente, mas foi suficiente para uma vitória fácil, sem grandes problemas. Uma evolução clara desde o jogo contra a Austrália. Mas pouco para quem pensa em ir mais longe. Destaque para o garrafão, com Tiago Splitter (18 pontos e 8/11 arremessos de quadra) e Anderson Varejão (13 pontos e sete rebotes).
Senegal 79 x 88 Porto Rico
Depois de uma boa exibição frente aos Estados Unidos, a dupla Arroyo-Ayuso voltou a aparecer. Os dois levaram os centro-americanos a uma vitória sem maiores problemas. Arroyo fez 29 pontos; Ayuoso marcou 20, com o espantoso aproveitamento de 6/8 nos tiros de três (75%).
Nova Zelândia 56 x 80 Alemanha
Contra a fraca equipe neozelandesa, Dirk Nowitzki nem precisou ser o cestinha de hábito. O ala do Dallas Mavericks foi mal nas finalizações (11 pontos, 3/13 arremessos de quadra), mas ajudou a equipe com oito rebotes e cinco assistências. Destaque para o americano naturalizado Demond Greene, que anotou 18 pontos e teve 4/5 nos chutes de três.
Líbano 72 x 107 Argentina
A previsão de massacre confirmou-se logo no início do jogo — o primeiro quarto terminou com vantagem de 20 pontos (29 a 9!) para os atuais campeões olímpicos. Com a fatura liquidada, os principais jogadores foram poupados. Manu Ginóbili atuou 15 minutos, Luis Scola, 17 e Andrés Nocioni, 18. O destaque foi Walter Herrmann, que anotou 18 pontos e teve 6/8 da linha de três.
Austrália 68 x 76 Turquia
A mediocridade da seleção australiana já havia ficado evidente na vitória sobre o Brasil. Hoje, contra os turcos, nenhuma novidade. Andrew Bogut (oito pontos e quatro rebotes) sumiu em quadra e C.J Bruton foi o melhor da equipe, com 24 pontos e cinco assistências. N o último quarto, o time da Oceania voltou a fraquejar — liderava por seis pontos até levar 27 a 13 nos dez minutos finais. Na Turquia, próxima adversária do Brasil, destaque para o ala Ersa Ilyasova, do Milwaukee Bucks (NBA), com 17 pontos e três roubadas de bola.
Itália 80 x 76 Eslovênia
Na primeira partida italiana, o destaque foi Gianluca Basile. No jogo de ontem, os italianos mudaram o foco de suas ações ofensivas. Foi a vez de Marco Belinelli se destacar. O ala de 21 anos foi a primeira opção da ataque — arremessou 17 vezes — e marcou 26 pontos. Um aproveitamento mediano (41,2%), mas que garantiu a vitória apertada. Pelo lado esloveno, Radoslav Nesterovic sobressaiu-se com 17 pontos, oito rebotes e dois tocos.
França 65 x 61 Sérvia e Montenegro
A atual campeã mundial segue sua sina de derrotas. Depois de ser surpreendida pela Nigéria, Sérvia e Montenegro caiu diante da França no jogo mais "travado" do dia. Em meio a tantos erros e mau aproveitamento de arremessos, o franceses levaram a melhor. Destaque para o polivalente Boris Diaw, com 20 pontos e oito rebotes. Do lado servo-montenegrino, os melhores foram Igor Rakocevic (22 pontos) e Darko Milicic (14 pontos, nove rebotes e três tocos).
Panamá 57 x 101 Espanha
Eu havia falado em vitória fácil da Espanha, com 20 pontos ou mais de vantagem. Errei feio. O que aconteceu em Hiroshima foi um massacre de Pau Gasol (26 pontos, dez rebotes e dois tocos), Rudy Fernández (20 pontos, 4/4 da linha dos três) e cia. O placar de 101 a 57 não deixa dúvidas. E a Espanha segue tranqüila rumo ao primeiro lugar no Grupo B.
Lituânia 76 x 81 Grécia
A primeira partida deste Mundial com prorrogação foi marcada por erros de parte a parte. Tradicionalmente boas arremessadoras de longa distância, as duas equipes foram pífias da linha dos três pontos, graças em parte à marcação e forte defesa. Os gregos, como de hábito, não tiveram um grande cestinha — Vasileios Spanoulis fez 15 pontos. Pelo lado lituano, o melhor foi Darius Songaila, do Chicago Bulls, com 18 pontos e dez rebotes.
Estados Unidos 121 x 90 China
Os Estados Unidos mostraram que o aperto sofrido contra Porto Rico foi bem assimilado. Desde o início, tomaram o controle da partida e — apesar de um início de segundo tempo ruim — mantiveram a calma para colocarem uma distância cômoda sobres chineses. Justiça seja feita, não foi só Yao Ming (21 pontos e dez rebotes) quem apareceu no time asiático. Shipeng Wang fez 17 pontos, com 5/12 arremessos de três. Nos EUA, destaque para Dwyane Wade, com 26 pontos, e Dwight Howard, que foi bem no confronto com o gigante Yao, ao marcar 16 pontos e capturar dez rebotes.
Hoje o dia foi melhor na minha palpitologia: dez acertos em 12. Errei ao apostar em Nigéria e Eslovênia... mas nada que comprometa demais. O Mundial segue mais uma madrugada com seis jogos. E continuamos de olho.
Depois de um primeiro dia sem grandes vitórias, o Mundial reservou alguns massacres para a segunda rodada. Os Estados Unidos se impuseram com 31 pontos sobre os chineses, mesma vantagem do Brasil diante do Catar. A Alemanha derrotou a Nova Zelândia com margem de 34, um ponto a menos que o saldo imposto por argentinos sobre libaneses. Mas o massacre do dia foi da Espanha, que enfiou 44 pontos nos panamenhos.Nem só de massacres viveu o segundo dia. Há que se destacar a emocionante prorrogação de Lituânia x Grécia, o jogo “amarrado” entre França e Sérvia e Montenegro e a disputa acirrada até os segundos finais protagonizada por Itália e Eslovênia.
Nigéria 77 x 84 Venezuela
A Nigéria não confirmou a boa expectativa do primeiro jogo, quando venceu a Sérvia. A Venezuela fez o contrário: apagou a derrota para o Líbano, com ótima atuação do veterano ala Victor Diaz (24 pontos, 6/10 da linha de três) e do pivô Ricardo Lugo (13 pontos e 14 rebotes — tem média de 13,5 e lidera o fundamento no Mundial).
Japão 62 x 87 Angola
Os japoneses têm um time fraquíssimo técnica e taticamente. Os angolanos evoluem a cada campeonato. O resultado não poderia ser outro: vitória dos africanos, que tiveram como destaques o ala-armador Carlos Almeida (19 pontos) e o pivô Abdel Aziz Boukar (16 pontos e 14 rebotes, nove deles ofensivos).
Catar 66 x 97 Brasil
Lula Ferreira mexeu no time: transformou Alex e Marcelinho Huertas em titulares, para dar velocidade nos contra-ataques e efetividade na marcação. A estratégia funcionou parcialmente, mas foi suficiente para uma vitória fácil, sem grandes problemas. Uma evolução clara desde o jogo contra a Austrália. Mas pouco para quem pensa em ir mais longe. Destaque para o garrafão, com Tiago Splitter (18 pontos e 8/11 arremessos de quadra) e Anderson Varejão (13 pontos e sete rebotes).
Senegal 79 x 88 Porto Rico
Depois de uma boa exibição frente aos Estados Unidos, a dupla Arroyo-Ayuso voltou a aparecer. Os dois levaram os centro-americanos a uma vitória sem maiores problemas. Arroyo fez 29 pontos; Ayuoso marcou 20, com o espantoso aproveitamento de 6/8 nos tiros de três (75%).
Nova Zelândia 56 x 80 Alemanha
Contra a fraca equipe neozelandesa, Dirk Nowitzki nem precisou ser o cestinha de hábito. O ala do Dallas Mavericks foi mal nas finalizações (11 pontos, 3/13 arremessos de quadra), mas ajudou a equipe com oito rebotes e cinco assistências. Destaque para o americano naturalizado Demond Greene, que anotou 18 pontos e teve 4/5 nos chutes de três.
Líbano 72 x 107 Argentina
A previsão de massacre confirmou-se logo no início do jogo — o primeiro quarto terminou com vantagem de 20 pontos (29 a 9!) para os atuais campeões olímpicos. Com a fatura liquidada, os principais jogadores foram poupados. Manu Ginóbili atuou 15 minutos, Luis Scola, 17 e Andrés Nocioni, 18. O destaque foi Walter Herrmann, que anotou 18 pontos e teve 6/8 da linha de três.
Austrália 68 x 76 Turquia
A mediocridade da seleção australiana já havia ficado evidente na vitória sobre o Brasil. Hoje, contra os turcos, nenhuma novidade. Andrew Bogut (oito pontos e quatro rebotes) sumiu em quadra e C.J Bruton foi o melhor da equipe, com 24 pontos e cinco assistências. N o último quarto, o time da Oceania voltou a fraquejar — liderava por seis pontos até levar 27 a 13 nos dez minutos finais. Na Turquia, próxima adversária do Brasil, destaque para o ala Ersa Ilyasova, do Milwaukee Bucks (NBA), com 17 pontos e três roubadas de bola.
Itália 80 x 76 Eslovênia
Na primeira partida italiana, o destaque foi Gianluca Basile. No jogo de ontem, os italianos mudaram o foco de suas ações ofensivas. Foi a vez de Marco Belinelli se destacar. O ala de 21 anos foi a primeira opção da ataque — arremessou 17 vezes — e marcou 26 pontos. Um aproveitamento mediano (41,2%), mas que garantiu a vitória apertada. Pelo lado esloveno, Radoslav Nesterovic sobressaiu-se com 17 pontos, oito rebotes e dois tocos.
França 65 x 61 Sérvia e Montenegro
A atual campeã mundial segue sua sina de derrotas. Depois de ser surpreendida pela Nigéria, Sérvia e Montenegro caiu diante da França no jogo mais "travado" do dia. Em meio a tantos erros e mau aproveitamento de arremessos, o franceses levaram a melhor. Destaque para o polivalente Boris Diaw, com 20 pontos e oito rebotes. Do lado servo-montenegrino, os melhores foram Igor Rakocevic (22 pontos) e Darko Milicic (14 pontos, nove rebotes e três tocos).
Panamá 57 x 101 Espanha
Eu havia falado em vitória fácil da Espanha, com 20 pontos ou mais de vantagem. Errei feio. O que aconteceu em Hiroshima foi um massacre de Pau Gasol (26 pontos, dez rebotes e dois tocos), Rudy Fernández (20 pontos, 4/4 da linha dos três) e cia. O placar de 101 a 57 não deixa dúvidas. E a Espanha segue tranqüila rumo ao primeiro lugar no Grupo B.
Lituânia 76 x 81 Grécia
A primeira partida deste Mundial com prorrogação foi marcada por erros de parte a parte. Tradicionalmente boas arremessadoras de longa distância, as duas equipes foram pífias da linha dos três pontos, graças em parte à marcação e forte defesa. Os gregos, como de hábito, não tiveram um grande cestinha — Vasileios Spanoulis fez 15 pontos. Pelo lado lituano, o melhor foi Darius Songaila, do Chicago Bulls, com 18 pontos e dez rebotes.
Estados Unidos 121 x 90 China
Os Estados Unidos mostraram que o aperto sofrido contra Porto Rico foi bem assimilado. Desde o início, tomaram o controle da partida e — apesar de um início de segundo tempo ruim — mantiveram a calma para colocarem uma distância cômoda sobres chineses. Justiça seja feita, não foi só Yao Ming (21 pontos e dez rebotes) quem apareceu no time asiático. Shipeng Wang fez 17 pontos, com 5/12 arremessos de três. Nos EUA, destaque para Dwyane Wade, com 26 pontos, e Dwight Howard, que foi bem no confronto com o gigante Yao, ao marcar 16 pontos e capturar dez rebotes.
Hoje o dia foi melhor na minha palpitologia: dez acertos em 12. Errei ao apostar em Nigéria e Eslovênia... mas nada que comprometa demais. O Mundial segue mais uma madrugada com seis jogos. E continuamos de olho.
Comentarios:
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Primeira vitória do Brasil...Boas mexidas...Melhora?! Só quando tivermos um confronto de maior envergadura.
Grande Rainer!
Me diga se alguma vez você já meu viu xingar mais do que no jogo contra a Austrália...
Sinceramente? Duvido!
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Me diga se alguma vez você já meu viu xingar mais do que no jogo contra a Austrália...
Sinceramente? Duvido!
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