20.8.06
O "detalhe" que pode ser fatal
Cansei de falar (e de criticar) a passividade da marcação brasileira diante dos arremessos de três pontos dos adversários. Cansei, mas continuo dizendo, mesmo ciente de ser um pregador quase solitário.
Contra a Austrália, foram 25 os arremessos adversários, nove deles convertidos. O aproveitamento dos australianos (36%) está longe de ser dos melhores, o que se deve mais à incompetência da equipe rival do que a algum esforço de marcação brasileiro. (Para efeito de comparação, o Brasil arremessou 19 e converteu seis, 32%)
No confronto da madrugada de hoje, o limitadíssimo Catar — se não o pior, um dos três piores times do torneio — arremessou 26 vezes atrás da linha de três. A equipe do Oriente Médio acertou dez (38% de aproveitamento); os brasileiros tentaram vinte vezes, com seis acertos (30%).
A defesa brasileira melhorou no segundo jogo? Melhorou, mas está longe de ser boa. O “shot chart” do terceiro quarto mostra duas coisas que ficaram claras na partida contra o Catar (para os leigos, Catar à esquerda, Brasil à direita; bola vermelha, arremesso errado, bola verde, convertido):

1) o garrafão brasileiro continua sólido, mesmo nas rotações. O Catar praticamente não entrou na área pintada; no setor ofensivo, os pontos embaixo da cesta aumentaram.
2) a marcação para as bolas de três continua muito falha. São quatro arremessos do rival, todos praticamente do mesmo ponto, dados por dois jogadores (Ali Turki e Daoud Mosa). Mau posicionamento, erro de leitura do treinador (que diabos, a jogada ficou manjada e nada se fez!) e falha de marcação dos alas.
O Brasil venceu o terceiro quarto por 24 x 19. Mas 12 pontos do adversário (63%) foram da linha dos três. Um erro que, se repetido contra Grécia ou Lituânia — conhecidas por seus bons arremessadores — não será perdoado.
Contra a Austrália, foram 25 os arremessos adversários, nove deles convertidos. O aproveitamento dos australianos (36%) está longe de ser dos melhores, o que se deve mais à incompetência da equipe rival do que a algum esforço de marcação brasileiro. (Para efeito de comparação, o Brasil arremessou 19 e converteu seis, 32%)
No confronto da madrugada de hoje, o limitadíssimo Catar — se não o pior, um dos três piores times do torneio — arremessou 26 vezes atrás da linha de três. A equipe do Oriente Médio acertou dez (38% de aproveitamento); os brasileiros tentaram vinte vezes, com seis acertos (30%).
A defesa brasileira melhorou no segundo jogo? Melhorou, mas está longe de ser boa. O “shot chart” do terceiro quarto mostra duas coisas que ficaram claras na partida contra o Catar (para os leigos, Catar à esquerda, Brasil à direita; bola vermelha, arremesso errado, bola verde, convertido):

1) o garrafão brasileiro continua sólido, mesmo nas rotações. O Catar praticamente não entrou na área pintada; no setor ofensivo, os pontos embaixo da cesta aumentaram.
2) a marcação para as bolas de três continua muito falha. São quatro arremessos do rival, todos praticamente do mesmo ponto, dados por dois jogadores (Ali Turki e Daoud Mosa). Mau posicionamento, erro de leitura do treinador (que diabos, a jogada ficou manjada e nada se fez!) e falha de marcação dos alas.
O Brasil venceu o terceiro quarto por 24 x 19. Mas 12 pontos do adversário (63%) foram da linha dos três. Um erro que, se repetido contra Grécia ou Lituânia — conhecidas por seus bons arremessadores — não será perdoado.
Comentarios:
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Lituânia e Grécia jogaram hoje. A Lituânia teve 6/31 (19%) e os gregos 4/17 (24%) para 3 pts.
Sinal de que, claro, não pode dar liberdade, mas, se fizer certinho, podemos ter uma boa defesa para esses dois bons jogos.
parabéns aí pelo Blog, sou leitor assíduo!
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