15.8.06

 

Copa Stankovic II – Dois times de um homem só

AP Photo
Antes de assistir às partidas de China e Alemanha eu tinha a (mais que) impressão de que as duas seleções baseariam suas jogadas em Yao Ming e Dirk Nowitzki. Depois, tive certeza. Por mais que tenham outros jogadores esforçados, as duas seleções dependem fundamentalmente dos astros da NBA.

Foi o que ficou claro durante todo o torneio, mas foi ainda mais visível hoje. Na decisão do quinto lugar, quando Yao — pendurado com faltas — não jogava, a China caía pelas tabelas. No minuto final, o gigante ressurgiu e marcou os pontos que deram a vitória sobre a Austrália.

Pelo lado alemão, contra a Grécia, nem Dirk salvou. O ala-pivô do Dallas Mavericks jogou 24 minutos, fez nove pontos e afundou junto com sua seleção, humilhada por 84 a 47. Com Nowitzki bem marcado pelos eficientes gregos, todo o time se perdeu.

A “estratégia” de jogar todas as bolas em Dirk deu certo no Mundial de 2002, quando a equipe foi medalha de bronze, e no vice-campeonato europeu do ano passado. Agora, o que antes era uma alternativa complicada — mas ainda assim viável — tornou-se uma manobra manjada. Para piorar, o astro não está com a mão boa: hoje teve 33% de aproveitamento nos arremessos de quadra (3/9, exatamente a média da equipe, 15/45). A Grécia, com seu jogo coletivo, acertou quase dobro: 65,3%.

Comentarios:
Dois chavões originalmente futebolísticos que cabem nessas cenas:

1 - "O basquete é um desporto terrestre COLETIVO".

2 - "Não existe time bobo mais"

Com uma contradição...No basquete, "em time que está ganhando...se mexe !"
 
Legal o blog, parabéns. Os textos estão muito bons.

Abraço,
Rodrigo
 
Show de bola, Thiago, parabéns pela iniciativa. Falta um craque ao Brasil, não? abs, fábio
 
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