19.8.06
Brasil 77 x 83 Austrália: a primeira queda
AFP
O Mundial começou e a dor de cabeça de quem se dispõe a apoiar a seleção brasileira, também. A estréia contra a Austrália mostrou que os mais pessimistas não estavam errados: o que se viu em Hamamatsu foi a repetição de tudo o que presenciamos desde o Pré-Olímpico, uma ferida que não cicatrizou.
O Brasil não tem um time. Tem bons jogadores — na partida de hoje eu destacaria os de garrafão —, mas que não têm uma orientação tática decente. A defesa é uma mãe, suscetível aos giros dos pivôs adversários (que, de quebra, carregam de faltas os nossos marcadores) e passiva em relação aos arremessos de três.
Mas, à parte o caos tático imposto pelo limitado Lula Ferreira, não se pode atribuir toda a culpa “apenas” à falta de um padrão de jogo. Os dois alas da seleção — Guilherme e Marcelinho — ficaram muito abaixo do restante da equipe. E, para quem tem postura de experientes, “líderes de uma nova geração”, é inadmissível tremer em uma estréia.
Disse no post anterior que o resultado da partida não dependeria da Austrália, mas do Brasil que entrasse em quadra. Os australianos são fracos, limitadíssimos, mas — diante da equipe apática e sem liderança que encontraram — conseguiram dar um passo importante rumo à próxima fase.
Ao Brasil, resta agora confirmar o favoritismo diante do Catar e vencer pelo menos um dos três jogos contra o trio de europeus — Grécia, Lituânia e Turquia. Todo esse suor por uma vaga em terceiro ou quarto. Para pegar Estados Unidos ou Itália.
O caminho, que já não era fácil, ficou difícil. Muito difícil.
O Mundial começou e a dor de cabeça de quem se dispõe a apoiar a seleção brasileira, também. A estréia contra a Austrália mostrou que os mais pessimistas não estavam errados: o que se viu em Hamamatsu foi a repetição de tudo o que presenciamos desde o Pré-Olímpico, uma ferida que não cicatrizou.O Brasil não tem um time. Tem bons jogadores — na partida de hoje eu destacaria os de garrafão —, mas que não têm uma orientação tática decente. A defesa é uma mãe, suscetível aos giros dos pivôs adversários (que, de quebra, carregam de faltas os nossos marcadores) e passiva em relação aos arremessos de três.
Mas, à parte o caos tático imposto pelo limitado Lula Ferreira, não se pode atribuir toda a culpa “apenas” à falta de um padrão de jogo. Os dois alas da seleção — Guilherme e Marcelinho — ficaram muito abaixo do restante da equipe. E, para quem tem postura de experientes, “líderes de uma nova geração”, é inadmissível tremer em uma estréia.
Disse no post anterior que o resultado da partida não dependeria da Austrália, mas do Brasil que entrasse em quadra. Os australianos são fracos, limitadíssimos, mas — diante da equipe apática e sem liderança que encontraram — conseguiram dar um passo importante rumo à próxima fase.
Ao Brasil, resta agora confirmar o favoritismo diante do Catar e vencer pelo menos um dos três jogos contra o trio de europeus — Grécia, Lituânia e Turquia. Todo esse suor por uma vaga em terceiro ou quarto. Para pegar Estados Unidos ou Itália.
O caminho, que já não era fácil, ficou difícil. Muito difícil.