19.8.06
As chances de norte-americanos e porto-riquenhos
AP Photo
O jogo entre Estados Unidos e Porto Rico foi o de maior pontuação da primeira rodada do Mundial. Foi, também, uma prova de que os norte-americanos não terão a facilidade que esperavam, mesmo contra um adversário apenas mediano.
O MdB falou com Eduardo Agra, ex-jogador profissional, estudioso do basquete e comentarista da ESPN, sobre a partida. Em sua análise, Agra destaca as chances de ambas as seleções, bem como seus pontos fracos e fortes, evidenciados no embate da madrugada que passou.
Estados Unidos:
“Achei o time americano muito forte fisicamente, muito atlético, e nesses dois quesitos não acredito que eles tenham adversários no Mundial. Tecnicamente e individualmente é latente o talento superior de jogadores como James, Wade, Paul, Howard e Anthony. Nesse primeiro jogo ficou visível que a comissão técnica liderada pelo vitorioso ‘Coach K’ deu ao time uma motivação ''amadora'' que talvez tenha faltado nos times americanos anteriores.
De negativo, a meu ver, o número de pontos feitos por Porto Rico (100, extremamente alto), e a facilidade de penetração que os porto-riquenhos tiveram. Outro ponto negativo foi a dificuldade que eles tiveram para atacar contra a marcação por zona, só mesmo o Hinrich e o Joe Johnson são arremessadores natos, e isso pode trazer problemas no futuro. Mas acredito que os EUA devam sair em primeiro lugar na chave.”
Porto Rico:
“Porto Rico concentrou seu jogo principalmente no comando do armador Carlos Arroyo (muito bom jogador) e tentou sobreviver no jogo marcando uma zona e cadenciando o ritmo ofensivo. Os arremessos de três pontos, principalmente do Elias Ayuso, os mantiveram próximos no placar até os três primeiros minutos do terceiro quarto.
Não acredito que um time que dependa tanto de arremessos de baixa percentagem consiga ir muito longe na competição. Contra equipes como Itália, Eslovênia e China eles vão ter de sair pra marcação homem a homem, e aí, até fisicamente, tenho as minhas dúvidas se sobreviverão. Jogo de força dentro do garrafão nesse primeiro jogo deixou a desejar com o P.J. Ramos e o Santiago, e o substituto Reyes é muito fraco tecnicamente, mesmo assim acredito que eles devem brigar pela quarta colocação do grupo.”
O jogo entre Estados Unidos e Porto Rico foi o de maior pontuação da primeira rodada do Mundial. Foi, também, uma prova de que os norte-americanos não terão a facilidade que esperavam, mesmo contra um adversário apenas mediano.O MdB falou com Eduardo Agra, ex-jogador profissional, estudioso do basquete e comentarista da ESPN, sobre a partida. Em sua análise, Agra destaca as chances de ambas as seleções, bem como seus pontos fracos e fortes, evidenciados no embate da madrugada que passou.
Estados Unidos:
“Achei o time americano muito forte fisicamente, muito atlético, e nesses dois quesitos não acredito que eles tenham adversários no Mundial. Tecnicamente e individualmente é latente o talento superior de jogadores como James, Wade, Paul, Howard e Anthony. Nesse primeiro jogo ficou visível que a comissão técnica liderada pelo vitorioso ‘Coach K’ deu ao time uma motivação ''amadora'' que talvez tenha faltado nos times americanos anteriores.
De negativo, a meu ver, o número de pontos feitos por Porto Rico (100, extremamente alto), e a facilidade de penetração que os porto-riquenhos tiveram. Outro ponto negativo foi a dificuldade que eles tiveram para atacar contra a marcação por zona, só mesmo o Hinrich e o Joe Johnson são arremessadores natos, e isso pode trazer problemas no futuro. Mas acredito que os EUA devam sair em primeiro lugar na chave.”
Porto Rico:
“Porto Rico concentrou seu jogo principalmente no comando do armador Carlos Arroyo (muito bom jogador) e tentou sobreviver no jogo marcando uma zona e cadenciando o ritmo ofensivo. Os arremessos de três pontos, principalmente do Elias Ayuso, os mantiveram próximos no placar até os três primeiros minutos do terceiro quarto.
Não acredito que um time que dependa tanto de arremessos de baixa percentagem consiga ir muito longe na competição. Contra equipes como Itália, Eslovênia e China eles vão ter de sair pra marcação homem a homem, e aí, até fisicamente, tenho as minhas dúvidas se sobreviverão. Jogo de força dentro do garrafão nesse primeiro jogo deixou a desejar com o P.J. Ramos e o Santiago, e o substituto Reyes é muito fraco tecnicamente, mesmo assim acredito que eles devem brigar pela quarta colocação do grupo.”